quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O juiz Herval Sampaio Júnior reiterou que, na sua ótica, o prefeito Francisco José Lima da Silveira Júnior (PSD) não poderá ser candidato à reeleição no pleito de 2016

    Foto-arquivo:Marquessoel de Castro
O juiz Herval Sampaio Júnior reiterou que, na sua ótica, o prefeito Francisco José Lima da Silveira Júnior (PSD) não poderá ser candidato à reeleição no pleito de 2016. Na avaliação do magistrado, o chefe do Executivo já concorreu à renovação do mandato no Palácio da Resistência no exercício do cargo, na eleição suplementar de 4 de maio de 2014.
"Pra mim, ele é considerado inelegível, porque ele já se utilizou da única possibilidade, só é uma vez que a Constituição permite, estar dentro do cargo e poder, no exercício do cargo ser candidato, usando, com a possibilidade de uso da máquina (...)", disse Herval Sampaio Júnior, em entrevista à Rádio Rural, anteontem.
Sampaio era titular da 33ª Zona Eleitoral na eleição complementar de Mossoró e, como tal, participou ativamente da situação, iniciada naquele pleito, que resulta no imbróglio jurídico que envolve Francisco José Júnior.
HISTÓRICO
A celeuma começou em meados de abril de 2014, quando a assessoria jurídica de Cláudia Regina (DEM), então candidata a prefeito e depois impedida juridicamente de participar da eleição, pediu a impugnação da candidatura de Silveira Júnior, que assumira a Prefeitura com a cassação dela e exercia o cargo de prefeito interino.
O argumento dos advogados de Cláudia Regina era que, para ser candidato ao Executivo, Silveira teria que ter se desincompatibilizado do cargo até 48 horas após a homologação do seu nome na convenção, o que não aconteceu.
A tese para o pedido de impugnação é entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que o interino de um cargo no Executivo adquire as mesmas condições de quem ele substitui.
"Ou seja, o prefeito interino pode concorrer no cargo quando se trata de reeleição. Mas no caso dele (Francisco José Júnior) ele é candidato à eleição. Veja que se ele fosse candidato teoricamente poderia disputar duas reeleições, porque já está no cargo agora e ainda poderia disputar a reeleição daqui a quatro anos, caso fosse vencedor nesse pleito", explicou, na época, o advogado Olavo Hamilton.
Hamilton também ressaltou que, quando um candidato concorre à eleição não pode permanecer no cargo. "O instrumento da reeleição é que permite a candidatura estando no cargo", Olavo Hamilton.
ADMISSÃO DE 'CULPA'
E, exatamente para derrubar a tese dos advogados de Cláudia Regina e conseguir o registro da candidatura no pleito suplementar, a defesa de Francisco José Júnior argumentou, na Justiça Eleitoral, que o prefeito não se afastou do cargo porque disputava à reeleição.
O argumento foi acatado pelo juiz Herval Sampaio Júnior, que concedeu registro à candidatura, e ratificado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), inclusive, a partir da mesma justificativa que a defesa do prefeito apresentou na primeira instância.
E, em consequência disso, Francisco José obteve segurança jurídica para fazer campanha, ao contrário da adversária Larissa Rosado, que não conseguiu o registro da postulação, e venceu aquela disputa com 88,32% dos votos válidos.
Portanto, é nesse contexto - e com conhecimento de causa - que Herval Sampaio declarou à Rádio Rural, em entrevista transcrita e com íntegra disponível no site Novo Eleitoral (www.novoeleitoral.com): "Na minha ótica, eu já disse várias vezes isso, não pode! Na minha ótica ele é inelegível".
Jornal-Omossoroense

Desigualdade: mulheres brasileiras trabalham 'de graça' desde 19 de outubro

    Luiza Bandeira-Da BBC Brasil em Londres

Segundo o IBGE, a diferença média entre os salários de homens e mulheres no país, para quem trabalha 40 horas por semana, é de 20,32%
Se alguém te pedisse para trabalhar de graça até o final do ano, você aceitaria? Provavelmente não.
Mas é o que de certa forma ocorre com as mulheres, na visão de um grupo de ativistas por igualdade de salários, que, levando em conta a diferença salarial entre homens e mulheres na Grã-Bretanha (14,2%), calculou que as britânicas "pararam de receber" neste ano na segunda-feira passada, dia 9.
Em um mundo com salários iguais para o mesmo trabalho, homens e mulheres trabalhariam 365 dias por ano recebendo o mesmo. No Brasil, devido à desigualdade de salários entre homens e mulheres, elas já estão trabalhando "de graça" desde o dia 19 de outubro.
O cálculo foi feito com base em estatísticas do IBGE pela especialista em economia de gênero Regina Madalozzo, do Insper, a pedido da BBC Brasil.
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Segundo o IBGE, a diferença média entre os salários de homens e mulheres no país, para quem trabalha 40 horas por semana, é de 20,32%.
Como trabalham os mesmos 365 dias, é como se esse finalzinho do ano fosse de graça. Elas só recebem pelo trabalho de 291 dias – completados no último dia 18. A partir daí, passaram a trabalhar sem receber por isso.
A metodologia é a mesma usada no Reino Unido para marcar o "Equal Pay Day", um dia de luta pela igualdade de salários entre homens e mulheres. No país, que tem uma diferença salarial menor que a do Brasil (14,2%), a última segunda-feira foi o dia em que elas "pararam de receber".
Brasil
No caso do Brasil, foram usados os dados ajustados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2013, último dado disponível.
Segundo a pesquisa, o salário médio dos homens é de R$ 1.886,50 e o das mulheres, de R$ 1.503,17. Esses valores foram calculados com dados de pessoas entre 16 e 65 anos de idade que trabalham no mínimo 40 horas por semana.

Mulheres brasileiras ganham, em média, 20% a menos que homens
A conta usa a média salarial de pessoas em diferentes profissões. Mulheres costumam seguir carreiras com salários menores, como enfermagem, e homens têm profissões mais bem remuneradas, como engenharia.
Segundo Regina, esse cálculo base é usado internacionalmente porque leva em conta que a discriminação pode ocorrer na hora da escolha da carreira.
"Sim, mulheres escolhem profissões que pagam menos. Mas essas profissionais merecem um salário menor ou paga-se menos nelas porque há muitas mulheres? E por que as mulheres optam menos que os homens por engenharia, por exemplo? Por que elas se acham piores em matemática?", questiona.
"Quando você considera apenas pessoas que estão na mesma profissão, é como se você admitisse que não há um problema, que não existe preconceito em relação à escolha profissional", diz ela. "A média considera que podem haver outros preconceitos que influenciam na escolha profissional", completa a especialista.
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Escolaridade
Quando o cálculo é feito considerando a escolaridade, os dias trabalhados "de graça" por elas aumentam ainda mais para alguns grupos. Isso ocorre porque, no Brasil, quanto mais escolarizada é uma mulher, menos ela recebe em comparação aos homens com o mesmo nível de estudo.
As mulheres que têm nível superior completo, por exemplo, estão trabalhando sem receber nada, teoricamente, desde o dia 13 de agosto.
Já aquelas sem nenhum tipo de instrução começaram a trabalhar de graça no dia 7 de novembro.
Regina Madalozzo: Mulher negocia menos e ainda trata emprego como "favor" da empresa
Mas isso não significa que não vale a pena estudar – as mulheres com nível de educação maior têm um salário bem mais alto do que as que não estudaram.
E por que as mulheres ainda recebem menos que os homens?
"É o famoso e conhecido preconceito", diz a professora Maria José Tonelli, da FGV/EAESP. "O Brasil tem muita fama de igualdade, mas a gente tem uma série de preconceitos velados", acrescenta.
"Um liberal te diria que é porque elas trabalham menos", diz Hildete Pereira de Melo, professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) especialista em trabalho e desigualdade de gênero.
"Mas elas também fazem o trabalho doméstico. Trabalham mais, mas isso não é valorizado."
Segundo ela, a jornada média das mulheres brasileiras é de 30 horas, e, se não forem consideradas apenas jornadas de 40 horas, como faz o levantamento usado pela reportagem, a diferença salarial entre homens e mulheres está na faixa dos 30% – o que faria com que elas trabalhassem ainda mais dias "de graça".
Mas a professora acrescenta que, mesmo dentro das mesmas jornadas, há diferença. "É uma sociedade patriarcal, em que homens ainda veem mulheres como de segunda categoria."
Metodologia usada em cálculo no Brasil é a mesma do Reino Unido, onde 'Equal Pay Day' marca a luta por salários igualitários
Para Regina, além da diferença na escolha das profissões, uma das explicações está no fato de as mulheres negociarem menos, aceitarem salários mais baixos e pedirem menos aumentos.
"O homem pensa assim: se a empresa me contratou, tem que pagar o que eu valho. Já para a mulher é como se fosse um favor que a empresa faz. Li outro dia alguém dizendo que a gente pediu licença para entrar no mercado de trabalho e é como se continuasse pedindo. Pensamos: 'Que bom, a empresa me aceitou'."
Mudanças
Para a especialista, uma mudança importante passaria pela concessão de licença-paternidade para homens.
Ela acredita que, se eles pudessem ficar em casa mais tempo com o bebê, a sociedade poderia ver homens e mulheres de forma mais igual, compartilhando as mesmas responsabilidades com a família e com o trabalho doméstico, o que poderia ter impacto no mercado de trabalho.
Hildete acrescenta que há necessidade de incentivar garotas do ensino médio a gostar da área de exatas e dar a elas a oportunidade de seguir carreiras como engenharia e informática.
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Segundo especialista, mulheres aceitam salários mais baixos e pedem menos aumentos
As especialistas, porém, concordam que o momento é positivo para mudanças.
"Houve um grande debate ligado à questão do assédio (#PrimeiroAssédio) e depois os homens cedendo espaço para mulheres se manifestarem (#AgoraÉqueSãoElas). É bom, as mulheres têm que se mobilizar", diz Maria José.
"Tem uma coisa vibrante que não é só na classe média, reverbera também entre meninas pobres, negras. Ninguém vai dar nada de graça. Os homens que comandam empresas não vão dizer que as oportunidades são iguais se as mulheres não disserem 'eu também quero'", conclui Hildete.

Mossoró:Líder de Governo na Câmara engana até o Ministério Público

Antecipação de royalties
O líder do Governo na Câmara Municipal de Mossoró, vereador Soldado Jadson (Solidariedade), firmou um compromisso textual e apresentado ao próprio promotor do Patrimônio Público, Fábio Thé, na quinta-feira (5):
Thé: recebeu garantia do líder (Foto: Divulgação)
- Não se preocupe, doutor. Nós temos o compromisso de só votar o projeto da antecipação dos royalties após a audiência pública.
Entre outros interlocutores do promotor, incluindo vereadores da oposição, a governista Izabel Montenegro asseverou que uma audiência pública estaria sendo proposta por ela, para discutir melhor o tema.
Hoje, a surpresa (veja abaixo ou AQUI).
A bancada resolveu apresentar o projeto em regime de urgência urgentíssima agora no final da tarde, após reunião com pessoal da Saúde, na sala do presidente Jório Nogueira.
A conversa de Jadson e outros vereadores com Thé ocorreu na própria Câmara Municipal, após audiência pública que discutiu doação de terrenos públicos em Mossoró.
P.S – Oposição ligou para o Ministério Público, pedindo sua intervenção. Representante do MP acionou o presidente Jório Nogueira (PSD), por celular.
Acompanhe notícias sobre esse caso com maior agilidade em nosso Twitter clicando AQUI.
Categoria(s): Política
Quarta-Feira - 11/11/2015 - 12:52h
Urgente

Governo tenta aprovar antecipação de royalties na ‘marra’

Urgente, urgente!
Reunida agora na sala de reuniões da Presidência da Câmara Municipal de Mossoró, a bancada governista decidiu – de surpresa – colocar em regime de urgência urgentíssima, a votação do projeto do executivo que autoriza o Governo do prefeito Francisco José Júnior (PSD) negociar antecipação dos royalties do petróleo.
Até mesmo a audiência pública definida pela Casa para o próximo dia 16, às 9h, vai pelos ares. Foi apresentada pela vereadora Izabel Montenegro (PMDB), que é governista. Ou seja, um despiste?
A pressa e a forma abrupta dão razão à tese de que o projeto faz parte de um Plano de Pilhagem do erário.
Com vários sócios, a começar da bancada governista da Câmara Municipal.
Nesse momento, há um tumulto na sala. Vereadores da oposição reagem à decisão inesperada, pois sabem que não possuem número para barrar a manobra. A TV Câmara que cobria a sessão ordinária, logo passou a veicular um programa ‘enlatado’.
A ordem para colocar o projeto em votação partiu do Palácio da Resistência, sede do Governo.
O prefeito precisa da aprovação de qualquer jeito. Deixou claro que não aceita realização de audiência pública nem alongamento de discussão, devido crescente antipatia da opinião pública à nebulosa proposta.
Do blogcarlossantos

sábado, 7 de novembro de 2015

Mossoró:Prefeito Francisco José Júnior exonera secretários e mais de 80 servidores

    Da redação-omossoroense                     Foto:Marquessoel de Castro
Palácio da Resistência: 88 exonerações de cargos comissionadosPalácio da Resistência: 88 exonerações de cargos comissionadosA edição de ontem do Jornal Oficial de Mossoró (JOM) trouxe mudanças em quase todos os escalões da Prefeitura. No secretariado, a primeira-dama Amélia Ciarlini foi exonerada da Secretaria de Desenvolvimento Social e Juventude, bem como a secretária adjunta, Suzaneide Ferreira da Silva. Para a pasta, foi nomeada a funcionária de carreira Irenice Ferreira da Silva e a secretaria ficará sem adjunto.
Também foi exonerada a secretária municipal de Comunicação Social, Mirella Ciarlini, irmã de Amélia. Assume a pasta o jornalista José de Paiva Rebouças, que atuava como gerente executivo de Comunicação. A Secretaria de Planejamento, que estava vaga desde a saída de Josivan Barbosa, no final de outubro, será ocupada pelo geógrafo Gutemberg Dias, que entra na cota do neoaliado PC do B.
O JOM também trouxe a exoneração de Sirleyde Dias de Almeida da Secretaria de Administração, onde Marcos Antônio Fernandes, que respondia pela Secretaria Executiva de Gestão, que agora passa a ser incorporada à Administração. Quem também deixa o primeiro escalão do governo Francisco José Júnior é Sebastião Almeida, que respondia pela Ouvidoria do Município.

REFORMA
As mudanças, segundo a Prefeitura de Mossoró, fazem parte do ajuste da atual gestão para enxugar a máquina e economizar recursos. A reordenação no Secretariado possui três reduções em nível de estrutura no organograma da Prefeitura.

De acordo com a nova organização, a Ouvidoria passa a funcionar dentro da Secretaria do Gabinete Civil. A Secretaria de Transparência foi incorporada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e a Secretaria Executiva de Gestão, que tinha status de secretaria, está sob o comando da Secretaria de Administração.

As mudanças atingem todos os escalões, e representam diminuição de 10% nas equipes e funções gratificadas, conforme a assessoria de comunicação da Prefeitura. Com as novas alterações, foram reduzidos 72 cargos comissionados e 10% das funções gratificadas em todas as pastas.

A soma das modificações com as exonerações e alterações terminam com a margem esperada de 10% de redução. De acordo com o JOM, foram 88 exonerações de cargos comissionados e 16 novas nomeações, totalizando 72 exonerações.

A gestão dispõe de 186 funções gratificadas, porém utilizava apenas 113. Com as mudanças, ocorreram 20 exonerações e nove nomeações, totalizando 10% de redução. As mudanças no organograma completa o percentual desejado. Por lei, a gestão tem o direito de indicar 735 cargos em comissão. No início da gestão, o prefeito havia reduzido para 723 e agora utiliza apenas 651 trabalhadores nestas vagas, ainda segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura.

Mudanças fazem parte de plano de ajuste fiscal

As alterações na Prefeitura de Mossoró fazem parte do Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica, e abrangem mudanças na equipe de governo, adequação nas equipes e substituições de funções.

Para que as metas sejam alcançadas, uma série de medidas foi adotada de imediato, entre elas, a redução de 10% do subsídio do prefeito e autorização para que o vice-prefeito e secretários municipais procedam do mesmo modo. Também foi anunciada a redução de 50% de gastos com plantões e aulas excedentes.

O Município ainda está reduzindo 20% dos contratos com as empresas terceirizadas, revisando todos os contratos com particulares, criando uma Central de Controle Veicular para regulação unificada dos veículos institucionais, implantando um Almoxarifado Central e revisando todas as cessões de servidores públicos.

A Prefeitura também está reduzindo em 20% o custeio das secretarias (energia, telefone, combustível, material de expediente etc.) e adotou o expediente contínuo das 7h às 13h.

A Prefeitura de Mossoró pretende ampliar a economia mensal para R$ 4,5 milhões, a fim de garantir a manutenção da folha de pagamento, dos serviços essenciais e preparar o município para atravessar com equilíbrio este momento de crise econômica por que passa o país.

O prefeito Francisco José Júnior informa que as reduções são necessárias na tual momento de crise econômica. “Aos que saem, agradecemos a importante colaboração com a gestão e o município. Esperamos que o País reaja a essa crise e que a cidade tenha condições de voltar a abrir espaço de trabalho, aquecendo a economia e garantindo emprego e renda para as famílias”, concluiu.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Rio Grande do Norte: Governo não tem previsão para pagamento das diárias de PMs

Por Hana Dourado-potalnoar.com

    Segundo Governo, diárias serão pagas em folha complementar

A data do pagamento das diárias operacionais em atraso dos policiais militares que trabalharam em setembro não está definida. Na última sexta-feira (30), a Associação de Cabos e Soldados do Rio Grande do Norte (ACSPM-RN), denunciou o governo, alegando que as diárias operacionais dos militares que trabalharam em setembro estavam atrasadas. Além do não pagamento das diárias, o Governo não teria realizado a implementação na folha salarial dos policiais promovidos nos anos de 2012, 2013 e 2014.

Na manhã desta quinta-feira (5), o Comando Geral da Polícia Militar, por meio da assessoria, informou que problemas burocráticos administrativos travaram o pagamento das diárias e das promoções. Segundo a PM assim que a situação for contornada, os valores serão pagos em folha complementar.

Diárias da Copa

Além dos atrasos quanto às promoções e as diárias operacionais, os policiais militares cobram ao Executivo Estadual o pagamento das diárias referentes aos serviços prestados durante a Copa do Mundo de 2014.

Segundo a Polícia Militar, a dívida não foi paga por se tratar de um débito da gestão anterior. Segundo a PM, o Governo reconhece a dívida e está procurando uma forma de angariar recursos para efetuar o pagamento.

“As diárias da Copa figuram como despesas de exercícios anteriores, mas o Governo do Estado e a Sesed têm se empenhado na busca de recursos para a realizar este pagamento. Todavia, não há previsão para tal”, informou a assessoria da PM.

Progressões garantidas

Apesar dos problemas quanto aos pagamentos de diárias e implementação das promoções dos policiais militares, o Governo do Estado garantiu a progressão de níveis. Após a realização da promoção dos militares no mês de agosto, a PM informou que o cronograma de ascensão segue sem alterações, com promoção programada para o mês de dezembro deste ano e abril de 2016.

portalnoar.com

Estatuto do Desarmamento em debate: O controle de armas pode salvar vidas?

    Mark Shea BBC BRASIL.
    Mulher exibe arma em loja em São Caetano do Sul (SP): mudanças no Estatuto do Desarmamento       serão votadas na Câmara

A discussão sobre restrições a compra e porte de armas voltou à tona no Brasil, onde o plenário da Câmara dos Deputados deverá votar mudanças no Estatuto do Desarmamento, que havia tornado mais difícil obter e manter armas no país.
Entre as modificações estão a retirada de impedimentos para a compra e o porte de armas, a redução da idade mínima para a compra de 25 para 21 anos e a autorização para que senadores, deputados e outras categorias profissionais (oficiais de Justiça, agentes de trânsito, entre outros) portem armamento. A votação em plenário ainda não tem data para ocorrer.
O deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), autor do projeto principal de mudanças, disse que o objetivo é acabar com a arbitrariedade dos processos de compra e porte de armas no país e que a medida "poupa vidas", segundo a Agência Câmara.
Mas defensores de regulações mais duras insistem que há uma ligação clara entre o controle menor e as mortes causadas por armas.
O levantamento Mapa da Violência 2015, divulgado em maio, estimou que 160.036 pessoas (sendo 70% delas jovens) tenham sido poupadas de mortes por armas de fogo no Brasil entre 2004 e 2012 graças ao Estatuto do Desarmamento. O cálculo é feito a partir de projeções de quantas mortes eram esperadas (segundo análises estatísticas) para cada ano e quantas mortes de fato ocorreram.
Além disso, países como Austrália e Reino Unido introduziram leis mais duras e tiveram queda no número de mortos por armas de fogo.
Grupos favoráveis a regras mais flexíveis, no entanto, negam que leis rígidas para controle de armas resultam em menos mortes e dizem que mais armas refletem em menos crime.

Líder do prefeito Silveira Júnior denuncia supersalários na Prefeitura de Mossoró


No momento em que o prefeito Silveira Júnior (PSD) tenta pegar antecipadamente receitas dos royalties de petróleo, alegando dificuldades financeiras, estoura o escândalo de pagamento de supersalários na gestão municipal. O esquema beneficia um grupo de agentes do trânsito, alojado na Secretaria da Mobilidade Urbana (SEMOB), com contracheques que ultrapassam a casa dos R$ 12 mil, superior ao salário do próprio titular da pasta, Charlejandro Rustayne.

A denúncia chegou à Câmara Municipal de Mossoró pela ação do vereador oposicionista Genivan Vale (Pros), e foi confirmada na sessão desta quarta-feira, 4, pelo próprio líder da bancada governista, vereador Soldado Jadson (SDD). “Fiquei incomodado com denúncias feitas pelo vereador Genivan Vale, em relação aos grandes salários recebidos por agentes de trânsito da cidade e resolvi averiguar a veracidade dos fatos”, justificou Jadson.

Segundo ele, “pessoas altamente privilegiadas” estão recebendo supersalários, justificados por funções “extras” dentro da Semob. O vereador disse que checou e confirmou a denúncia, afirmando que tem em mãos cópias dos contracheques dos privilegiados.

Lembrando que o salário base de um agente de trânsito é de R$ 1.900,00, não é tolerável que “um pequeno grupo” receba salários acima dos 12 mil reais. “Nós não iremos tolerar esse tipo de situa-ção”, afirmou. Jadson adiantou que oficializará a denúncia ao prefeito Silveira Júnior (PSD) e exigirá medidas, sob pena de o seu partido, o Solidariedade, entregar a Secretaria de Mobilidade Urbana.

“Mantivemos contato com o presidente estadual do nosso partido, deputado Kelps Lima, aonde nós explicamos os problemas que estavam ocorrendo. Falamos para ele dessa situação, porque ele é um deputado que tem prezado pela coisa certa e pela transparência da máquina pública, e deixamos claro que não conviveremos com isso”, disse.

Jadson foi mais além na sua denúncia, feita no plenário da Câmara, ao afirmar que esse grupo de agentes do trânsito está tentando “emparedar” o secretário Charlejandro, depois que foi determinada medida de contenção de despesas. “Alguns estão fazendo corpo mole, tentando emparedar o secretário e até o prefeito, e isso não é aceitável”, disse o líder.

Outro vereador governista, Narcízio Silva (PV), reforçou a denúncia:

“Essas pessoas estão recebendo esses salários de forma ilegal. São verbas que poderiam ser direcionadas a investimentos em diversos setores da cidade. Os prejuízos são enormes à sociedade que assiste os danos causados pelos atos de corrupção. É de fato lamentável ouvir notícias como estas dadas hoje pelo vereador Soldado Jadson”, discursou Narcízio.

OPOSIÇÃO CONTRA ANTECIPAÇÃO DOS ROYALTIES

"Se há um desequilíbrio nas contas públicas, como  justificar o pedido de antecipação de uma das principais receitas do município." O questionamento é feito pelo vereador Francisco Carlos (PV), depois da denúncia de pagamento de supersalários na gestão do prefeito Silveira Júnior.

Segundo o vereador, pedido de empréstimos, por qualquer gestão pública, só deve ser feita com as contas equilibradas, o que não é o caso de Mossoró. Os problemas financeiros que afetam a Prefeitura, com dívidas que podem chegar até 80 mihões de reais, segundo Francisco Carlos, inviabilizam qualquer tipo de empréstimo ou antecipação de receita.

O vereador Tomaz Neto (PDT) também entende assim e vai mais além. Ele disse que a antecipação dos royalties, caso a Câmara autorize, vai comprometer o futuro de Mossoró.

“Santa Luzia deve estar morrendo de chorar lá no céu”, comentou o vereador, fazendo referência à promessa feita pelo prefeito de usar parte da antecipação dos royalties na construção do Monumento de Santa Luzia, na Serra Mossoró.
A bancada de oposição vai convocar toda a sociedade para acompanhar de perto a votação do projeto.

Fonte-Defato.com