quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ministros do TSE inocentam Rosalba Ciarlini e Cláudia no caso da perfuração do poço

defato.com-Blog do César Santos
A ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) e a prefeita cassada e afastada da Mossoró, Cláudia Regina (DEM), foram absolvidas por unanimidade no processo que envolvia a perfuração de um poço tubular em uma comunidade rural da cidades durante a campanha eleitoral de 2012.
O processo foi julgado na manhã desta quinta-feira (29) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
O voto da relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis de Moura, pela absolvição de Rosalba e Cláudia, foi acompanhado por todos os ministros.
Rosalba e Cláudia foram condenadas em primeiro e segundo graus da Justiça Eleitoral. A ex-governadora foi acusada de beneficiar a candidatura de Cláudia ao visitar a comunidade rural, apenas acompanhada do então secretário de Recursos Hídricos do Estado, Gilberto Diógenes. Não havia no local nenhuma manifestação de campanha. Cláudia sequer estava presente.
Os ministros entenderam a necessidade da ação governamental, sem viés político. A ministra Maria Thereza, em sua decisão, acompanhada pela Corte, desfez a condenação de suspensão dos direitos políticos (Rosalba) e cassação de mandato (Cláudia), transformando a pena em multa.

No segundo processo em julgamento, a relatora Maria Thereza também decidiu por reformar a sentença de perda dos direitos políticos de Rosalba, transformando em multa, mas manteve a condenação de Cláudia Regina.

O processo foi suspenso com o pedido de vistas da ministra Luciana Lóssio, devendo voltar a pauta na sessão da próxima quinta-feira (5).



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Chimbinha escolhe Thábata Mendes para a ssumir vaga de Joelma na Calypso



Chimbinha já escolheu a cantora com quem irá dividir o palco da banda Calypso após a saída de Joelma. A nova vocalista do grupo se chama Thábata Mendes e tem apenas 28 anos.
Segundo o jornal "Extra", a loira já está fazendo fotos para o material de divulgação e deve ser apresentada oficialmente à imprensa na próxima semana.Conheça mais sobre a jovem a seguir!Nascida em uma família de artistas de circo, Thábata é do Rio Grande do Norte e, além de cantora, também é compositora
Antes de receber o convite do ex-marido de Joelma, Thábata cantou em um grupo de axé e investiu também no gênero sertanejo.Trabalhando com arte desde os nove anos, a cantora já atuou como malabarista e palhaça em circos do Nordeste.Thábata já tem fã-clube e perfis lotados nas redes sociais. A cantora assumirá a vaga de Joelma em 2016. 
msn-noticias

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Presidente Dilma deveria renunciar 'com grandeza', avalia FHC


© Fornecido por Notícias ao Minuto
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reafirmou na noite desta segunda-feira considerar a presidente Dilma Rousseff uma pessoa "honrada", mas não fez a mesma observação em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não vejo a Dilma pessoalmente envolvida (em corrupção). Quanto ao Lula tenho que esperar pra ver, tem muita coisa pra ser passada a limpo", disse no programa Roda Viva, da TV Cultura.

"Acho até que elas tentou se livrar de muitas dessas coisas e não conseguiu", disse FHC sobre a dificuldade, a seu ver, de Dilma em enfrentar estruturas de corrupção já instaladas na máquina estatal. "Ela é pessoalmente honrada, mas politicamente ela também é responsável", ressalvou ao avaliar que não é possível um presidente não saber que há algo de errado quando existe um esquema de corrupção do tamanho que existia na Petrobras.

FHC disse brevemente que considera aceitável um ex-presidente dar palestras pagas por empresas, mas que vê com receio a atitude de "abrir portas", em especial quando essa ponte é feita para alguma empreiteira específica.

Escândalo na Petrobras

FHC pediu uma pausa nas perguntas para fazer uma ressalva sobre um trecho do seu livro Diários da Presidência - Volume I, que foi divulgado na imprensa. No trecho, o tucano confidencia que pensou em intervir na Petrobras depois de ser alertado, em outubro de 1996, pelo empresário Benjamin Steinbruch, ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de que a estatal petroleira era "um escândalo".

O ex-presidente destacou que se referia, à época, que a forma de administrar a empresa era um escândalo e que não falava de qualquer indício de corrupção - no livro ele destaca que era descabido o fato de os diretores comporem o conselho de administração. "Essa corrupção que está aí começou bem datadamente no governo Lula."

Marcelo Odebrecht

Ao comentar de forma passageira a situação do empreiteiro, preso na Lava Jato, FHC ponderou que a medida da prisão "se justifica, mas tem limite". "Não pode se transformar prisão preventiva em instrumento de prisão permanente", avaliou. Com informações do Estadão Conteúdo.

msn-noticias

Começa fechamento do Hospital da Mulher de Mossoró

Uma operação político-administrativa está em andamento, para materializar o fechamento do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. Governo do Estado e Prefeitura agem em duas frentes.
Existem dois objetivos nessa articulação: político e de melhor uso de recursos financeiros da Saúde do Estado.
      Hospital da Mulher está, como quase sempre, recheado de problemas (Foto: Carlos Costa)
À semana passada, através da Junta Interventora da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que passou a ser tratada como Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), também como parte de uma operação para “desrosadizar” a entidade, anunciou instalação de mais quatro leitos de UTI Adulta (veja AQUI).
Paralelamente, o Governo Robinson Faria (PSD) não paga há três meses os 12 médicos que trabalham na UTI Adulta do Hospital da Mulher. Uma dívida da ordem de R$ 300 mil.
Redirecionar recursos
É possível que ocorra paralisação dos serviços nos próximos dias, apurou o Blog.
Outras cooperativas funcionais também estão com atraso em pagamento, que totalizam dois meses.
O aluguel do imóvel também não vem sendo pago.
Em articulação com o prefeito Francisco José Júnior (PSD), o Governo Robinson pretende fechar o hospital para redirecionar os recursos gastos nele. A ideia é transferir maior aporte financeiro para a Dix-sept Rosado, ou HMAC, como queira, afim de lhe garantir fôlego para funcionar.
O prefeito, que trabalhou sua intervenção e passou a dar suporte ao seu funcionamento desde outubro do ano passado, teme perder seu controle.
Tarcísio Maia
O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) também faria parte da alteração, sendo beneficiado com o “ganho” do fechamento do Hospital da Mulher. Por lá, o Governo do Estado ainda tem planos de retomar obras paradas desde a gestão Rosalba Ciarlini (DEM).
Entre 2,5 e três milhões de reais ficariam “disponíveis”, mensalmente, para que Estado e Município pudessem aplicar nessas duas frentes.
Médicos e servidores do Hospital da Mulher mobilizaram-se há poucos dias, contra o fim das atividades dessa unidade hospitalar. O discurso do governismo foi de que não existiria essa pretensão (veja AQUI).
No meio desse desgastante quadro, parturientes, bebês, famílias de Mossoró e dezenas de municípios que temem o retorno a um tempo em que parir na cidade era quase impossível. A saída seria Russas (CE) ou Ceará e Fortaleza para os mais abonados.
Pobre Mossoró!
blogdocarlossantos


sábado, 17 de outubro de 2015

PF vai apurar doações à campanha de 2014 de Dilma

       Agência O Globo
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar suspeita de que a campanha à reeleição da presidente Dilma foi abastecida com dinheiro desviado da Petrobras. A investigação foi recomendada pelo ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral, para quem há indícios de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, o que ensejaria abertura de ação penal pública.

As contas foram aprovadas com ressalvas em dezembro de 2014. Mas Gilmar, relator da prestação de contas, manteve o processo aberto, para averiguar eventuais irregularidades. “É importante ressaltar que, julgadas as contas da candidata e do partido em dezembro de 2014, apenas no ano de 2015, com o aprofundamento das investigações no suposto esquema de corrupção ocorrido na Petrobras, vieram a público os relatos de utilização de doação de campanha como subterfúgio para pagamento de propina”, escreveu.

Segundo ele, “o dinheiro recebido pelas empresas nos contratos mantidos com a Petrobras teria sido, supostamente, devolvido em forma de propina ao PT, travestida de doação de campanha, entregue diretamente ao seu tesoureiro, ou oculta por financiamento de publicidade”. O relator concluiu que houve, em tese, financiamento indireto de campanha por empresa impedida de doar, já que a Petrobras é sociedade de economia mista.



Agência O Globo -

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Marco Aurélio Mello defende renúncia coletiva de Dilma, Temer e Cunha



© Fornecido por Notícias ao minuto…

O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, defende uma forma, segundo o magistrado, “não traumática” para o país superar a crise, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Para ele, o ideal seria a “renúncia coletiva” da presidente Dilma Rousseff, do seu vice Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

“Falo como cidadão e em uma perspectiva utópica, já que seria algo impensável para os atuais detentores dos poderes”, diz ele.
Para o ministro, “o mal maior, a crise econômica”, está sendo deixado em “segundo plano” por “interesses políticos”.



msn-noticias

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Itália pede para ouvir Lula


A Itália pede oficialmente ao Brasil para interrogar o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva num caso envolvendo um empresário italiano e o ex-primeiro ministro Silvio Berlusconi. Ele seria ouvido na condição de testemunha.
Fontes no Ministério da Justiça da Itália confirmaram com exclusividade ao Estado que uma carta rogatória já foi enviada para Brasília em setembro e, nela, o Ministério Público italiano pede informações sobre a suposta relação entre Lula e Valter Lavitola, o ex-número um de Berlusconi, operador de diversos dos negócios do ex-chefe de governo italiano e que foi condenado por extorsão e cumpre prisão em Nápoles. A carta também pede que Lula seja ouvido. 
O documento foi transmitido pelo Ministério da Justiça, em Roma. No Brasil, seria o Ministério da Justiça que também receberia o pedido e tem a função de encaminhá-lo para a Procuradoria-Geral da República. Por enquanto, o Brasil não deu uma resposta se aceita a cooperação. 
O pedido de informação e para que Lula seja ouvido é baseado em uma carta datada de 13 dezembro de 2011 e endereçada por Lavitola a Berlusconi. Nela, o empresário cita o ex-presidente Lula. Ele fala de uma concessão para a exploração de madeira na Amazônia que teria adquirido. 
Na carta do empresário, Lula é citado como tendo atuado para favorecer o italiano em uma disputa legal quando Lavítola teria vendido parte da concessão para uma segunda empresa, de nacionalidade chinesa e que também não teve seu nome revelado. "Ele (Lula) só conseguiu obter da direção da companhia compradora que, com uma sentença (obviamente concordada) de uma Corte Arbitral, venha impor a eles um acordo comigo", escreveu o italiano.
Lavitola lamenta, porém, que, naquele momento, o ex-presidente brasileiro não estaria mais ajudando. "O calor do processo judiciário está determinando um compreensível, mas odioso, ostracismo em minha relação. Ninguém quer assinar nada que tenha a ver comigo e infelizmente o presidente Lula (que se confirmou como um verdadeiro amigo) já não conta quase nada", escreveu na carta endereçada a Berlusconi.
Na rogatória, as autoridades italianas pediram esclarecimentos sobre vários aspectos, entre eles a relação que teria existido entre Lula e Lavitola, além da influencia de Lula na negociação para a concessão do direito de exploração de madeira na Amazônia. Um terceiro ponto solicitado se refere à suposta atuação do ex-presidente para intervir em uma disputa entre a empresa do italiano e compradores chineses.
As autoridades italianas até hoje não conseguiram identificar qual seria essa madeireira de Lavitola e esperam contar com as respostas de Lula para mapear os negócios do italiano no Brasil. Em maio de 2014, quando a reportagem do Estado revelou a carta entre Lavitola e Berlusconi, a assessoria do ex-presidente disse, por meio do Instituto Lula, que ele nunca ouviu falar de Lavitola. 
O italiano morou no País e, em 2008, obteve um visto de residência. Documentos do Banco Central vistos pelo Estado revelam, por exemplo, que Lavitola estava registrado no órgão, chegou a ter importações financiadas e até mesmo um CPF.
O único registro conhecido de madeireira ligado à Lavitola é a Maremma, uma holding que tem sede oficial em Nova York. Mas seus escritórios ficam em Roma. Ela faz parte do Bonaventura group llcc, empresa de Lavitola que centraliza todos seus negócios e que, segundo a Justiça, chegou a acumular ativos de 5 bilhões de euros no auge do poder de Lavitola.
Esse não é o primeiro pedido de cooperação que a Itália faz ao Brasil. Em 2013 foi mandada uma rogatória onde o Ministério Público italiano pedia informações sobre Herodoto Campos, Neire Cássia Pepes Gomes e Danielle Aline Louzada, suspeitos de serem laranjas para atuar em nome de Lavitola no Brasil. O italiano passou parte das ações de sua empresa com sede em Nova York para essas duas brasileiras.
A busca por informações sobre Lula também nãl é nova pelos fiscais italianos. Em março de 2014, o Ministério Público interrogou o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato para tentar colher informações que pudessem auxiliar uma investigação de indícios de corrupção envolvendo Valter Lavitola e Berlusconi em negócios com empresas italianas no Brasil. Pizzolato, que foi ouvido na prisão, não deu qualquer tipo de resposta quando foi questionado sobre o assunto.
Origem
A correspondência de 13 de dezembro de 2013 e que serve como ponto de partida para a carta rogatória ao Brasil foi usada como base do processo que condenou Lavitola à prisão por tentar extorquir Berlusconi em 5 milhões de euros. O Ministério Público italiano está convencido de que Lavitola guarda "importante segredos" em relação ao ex-primeiro-ministro.
O documento que deu origem ao pedido para que Lula seja interrogado foi encontrado nos computadores apreendidos de um outro suspeito de fazer parte de esquemas de corrupção, o ítalo-argentino Carmelo Pintabona.
Na carta de 20 páginas, escrita no Rio em 2011, Lavitola lista favores que já havia prestado ao Berlusconi e cobra do ex-primeiro-ministro ajuda financeira. Lavitola já estava sendo investigado e temia ser preso, como acabaria acontecendo.
A primeira cobrança é de que, se um dia saísse da prisão, Lavitola contaria com Berlusconi para poder viver no Brasil. "É necessário que, quando eu sair da prisão, que eu vá viver no Brasil", escreveu ao ex-premiê.
Versões
Depois de ter admitido em uma primeira audiência nos tribunais italianos que a carta era dele, Lavitola mudou sua versão em diversas oportunidades. Em 2012, ele declarou que não chegou a mandar a carta a Berlusconi. Agora, seu advogado, Antonio Cirilo, diz que a carta é falsa e que alguém do "serviço secreto americano" a escreveu.
Pintabona, em uma audiência no MP italiano, confirmou a veracidade da carta. No mesmo interrogatório, Pintabona afirma que Lavitola foi quem o apresentou a Berlusconi durante a viagem do ex-premiê ao Brasil. Lavitola é investigado por ter promovido, naquela viagem, uma festa em São Paulo para Berlusconi com a presença de prostitutas.
Valter Lavitola foi acusado pela Justiça italiana de ter facilitado uma série de esquemas financeiros comprometendo Berlusconi.
Apontado como o operador de Berlusconi, Lavitola vivia no Rio de Janeiro em 2011, quando fugiu para o Panamá depois de ser indiciado naquele mesmo ano na Itália. Mas se entregou em 2012 e retornou para Roma. Ex-editor do jornal Avanti, Lavitola é acusado de ter pago US$ 24 milhões em propinas às autoridades do Panamá para que o governo centro-americano fechasse um acordo para a compra de radares e outros equipamentos militares da gigante italiana Finmeccanica.
Lavitola também foi acusado e condenado por extorsão contra Berlusconi, exigindo 5 milhões de euros por seu silêncio em relação às atividades do ex-primeiro-ministro. 


ESTADÃO